Quarta-feira 04 de novembro de 2009 17:06
STJ condena descumprimento de cassação de senador
Agência Estado
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha, engrossou hoje o coro contra a decisão da Mesa Diretora do Senado de protelar a cassação do senador Expedito Junior (PSDB-RO), confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 de outubro. Em participação em seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista, Rocha destacou que o Senado não pode desobedecer a uma ordem do STF, iniciativa que pode acarretar em sérias consequências institucionais. "Isso coloca em risco a imagem do Brasil no exterior", criticou o ministro.

O STF determinou a cassação de Expedito Junior por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Apesar da publicação da decisão no Diário Oficial do Senado, a Mesa Diretora da Casa acatou recurso do senador e levou o caso à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que vai indicar o rito de defesa do senador.

Leia mais:

PDT entra com ação contra desobediência do Senado

A decisão de postergar a cassação do parlamentar foi tomada uma hora antes de sessão marcada para posse do segundo colocado nas eleições de 2006, Acir Marcos Gurgacz (PDT). Diante do imbróglio o decano do STF, ministro Celso de Mello, lembrou que o descumprimento da decisão da Corte pode caracterizar crime. "O cumprimento há de ser imediato sob pena de subversão das práticas institucionais do País", afirmou.

Magistratura

Em nota divulgada à imprensa, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) também rechaçou a decisão do Senado em protelar a cassação do parlamentar. A entidade manifestou estar "indignada" em razão do descumprimento de determinação do STF e ressaltou que a iniciativa "não tem precedente na história da democracia brasileira".

"A resistência ao cumprimento é uma demonstração de desserviço à legalidade e à lisura que devem nortear os pleitos eleitorais", destacou a entidade.

Segue a íntegra da nota da Associação:

"A Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB, entidade que congrega todos os segmentos da magistratura nacional, contando com mais de 13 mil filiados em todo o país, vem a público externar sua indignação em razão da resistência do Senado Federal em fazer cumprir decisão legítima proclamada pelo Supremo Tribunal Federal, determinando que seja confirmada a perda do mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO), decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por compra de votos e abuso do poder econômico, durante as eleições de 2006.

O fato de um dos Poderes da República deixar de cumprir uma decisão legítima, emanada da Corte Maior do país, não tem precedente na história da democracia brasileira, e afronta a harmonia e independência que devem existir entre os Poderes Constituídos

A resistência ao cumprimento da decisão do STF é uma demonstração de desserviço à legalidade e à lisura que devem nortear os pleitos eleitorais e vem de encontro ao respeito ao cidadão brasileiro e ao Estado Democrático de Direito, pilares de uma sociedade organizada, fraterna e justa.
 
PDT entra com ação contra desobediência do Senado
Deputado Paulo Roberto deve ser investigado pelo Conselho de Ética
PT gaúcho acusa PSDB de pagar agência para Yeda
Em 5 anos, AGU recupera R$ 871,3 mi do governo
Requião pode ser processado por comentário sobre gays
Alencar elogia trabalho do TCU ao receber condecoração
Delegados da PF defendem diminuição da quantidade de recursos em processos criminais
Adiada votação da PEC que restabelece exigência de diploma para jornalista
Delegados da PF defendem fim do foro privilegiado
Meirelles diz que há 'alta chance' de ficar no BC

JANEIRO/2006
D S T Q Q S S
O que você achou da expulsão da aluna da Uniban que foi à aula com minissaia?
Fale conosco | Estado de Minas | Aqui | Guarani FM | TV Alterosa | Clube de Assinantes
Pesquisar preços:
Climatizador de Ar Ambience Fresh
A partir de R$ 399,00
Blu Ray Player BDP3000 USB 1080P
A partir de R$ 1.299,00